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RESOLUÇÕES DA EXECUTIVA NACIONAL DO PSOL
SÃO PAULO – 30 DE JANEIRO DE 2012.
RESOLUÇÃO POLÍTICA SOBRE CAMPANHAS DO PRIMEIRO SEMESTRE
Considerando o agravamento da crise econômica mundial, cujos efeitos são cada vez mais sentidos no Brasil, inclusive forçando o governo federal a apontar para 2012 com medidas que sinalizem aos grandes investidores que seus interesses não serão prejudicados.
Considerando os ataques que os trabalhadores vêm sofrendo, cuja violenta desocupação de Pinheirinhos é simbólica, seja na crescente criminalização dos movimentos sociais.
Considerando que o governo federal pretende aprovar no início deste semestre a terceira reforma de previdência, que tem como alvo principal a redução de direitos previdenciários para os futuros servidores públicos.
Considerando ainda que também o governo pretende finalizar a reforma do código florestal o mais rápido possível, mantendo no texto a anistia aos desmatadores e a facilitação da expansão do agronegócio e a destruição de nossas florestas.
Considerando também que crise tende a agravar a necessidade do governo de fazer superávits às custas da redução dos recursos para as área sociais, inclusive com corte orçamentário de 60 bilhões neste ano. E que os limites impostos ao novo Plano Nacional de Educação se inserem neste contexto.
Considerando o crescimento das lutas neste início ano, como exemplo as greves de policiais militares, estudantes que foram às ruas contra o aumento das tarifas.
A Executiva Nacional do PSOL decide:
- Convocar sua militância e todo o movimento de esquerda para desenvolver quatro grandes campanhas nacionais de mobilização, as quais enfrentam ataques governamentais e propiciam a discussão dos malefícios das políticas de ajuste fiscal, desnudando os reais impactos da crise em nosso país.
- O partido desenvolverá quatro campanhas nacionais neste primeiro semestre:
- Contra a desocupação de Pinheirinhos. Desapropriação do terreno e garantia de moradia para os seus ocupantes. Punição dos responsáveis pela violência ocorrida. Vincular com a denúncia a criminalização dos movimentos sociais e firme defesa do direito da moradia. Destaque para participação da militância no ato do dia 2 de fevereiro em São José dos Campos. Articular um ato nacional.
- Denúncia da Divida Pública, realizando campanha articulada com três eixos de mobilização: reforma previdência, aumento de salários e 10% do PIB pra educação pública.
- Pela rejeição do projeto de reforma do código florestal e campanha pelo veto das principais mudanças que agridem o meio-ambiente, preparando a participação do partido na Conferência Rio+20.
- O PSOL compreende que tais campanhas somente serão vitoriosas se forem desenvolvidas com todos os setores sociais interessados em frear o avanço da política de jogar nas costas do povo trabalhador a conta da crise mundial. Por isso, nossos diretórios e parlamentares buscarão ampliar o leque de setores engajados em suas atividades.
- Criação de um grupo de trabalho para aprofundar o estudo sobre os desdobramentos da crise mundial e elaborar alternativas em parceira com a FLC. O primeiro diretório nacional deve se debruçar sobre o tema.
DESDOBRAMENTOS DA RESOLUÇÃO CONGRESSUAL SOBRE POLÍTICA DE ALIANÇAS
O III Congresso Nacional aprovou uma Resolução de política de alianças que estabeleceu os parâmetros para a montagem de nossas chapas majoritárias nas cidades em que disputaremos as eleições deste ano.
Destacamos alguns aspectos desta Resolução:
- Devemos nos organizar para lançar candidaturas próprias nas capitais cidades médias.
- Devemos apresentar uma plataforma política de enfrentamento aos interesses hegemônicos dominantes e que aponte para o protagonismo dos de baixo na luta contra o neoliberalismo em suas mais variadas dimensões.
- Nossas candidaturas devem se afirmar como oposição programática e de esquerda aos governos federal, estaduais e municipais, lutando para colocar o povo em movimento e construindo alianças políticas e sociais que coadunam com o programa que o PSOL defenderá para as cidades, isto é, um programa que aponte para transformações sociais profundas de caráter anti-monopolista, anti-imperialista, democrático radicais e anti-latifundiárias, no rumo de uma sociedade socialista.
- As direções municipais e estaduais conduzirão o processo de negociação para formação de alianças sociais e políticas.
- O Diretório Nacional avaliará caso a caso as alianças políticas e sociais que avançarem para além do acúmulo da Frente de Esquerda (PSTU e PCB), cabendo somente a essa instância a decisão final sobre a possível concretização de ampliações, tendo como parâmetros básicos a indicação da candidatura a prefeito (a) pelo PSOL e a firme defesa de nosso programa de profundas mudanças sociais e políticas.
- E que serão prioritárias para o PSOL as disputas pelas capitais do Pará, Amapá e Rio de Janeiro, em função do acúmulo partidário e das grandes potencialidades de vitórias.
Para concretizar a referida Resolução a Executiva Nacional decide implementar as seguintes tarefas:
- Construção de um novo patamar programático eleitoral, com a realização de um Seminário Nacional sobre Programa de Governo para 2012. Neste Seminário discutiremos as diversas concepções de programa e sistematizaremos a experiência existente em nossa militância. Será nos dias 13, 14 e 15 de abril, sendo conjunta com reunião do Diretório Nacional.
- Além do Seminário Nacional realizaremos atividades de divulgação do acúmulo do Seminário nas capitais, priorizando as três prioritárias.
- Levantamento da participação partidária nas eleições 2012 contendo número de cidades, quantas candidaturas majoritárias, resumo das discussões sobre coligações e perspectivas de resultados.
- Constituição de uma força-tarefa que cuidará do monitoramento do processo de construção de nossas chapas majoritárias nos estados, garantindo o fiel cumprimento dos parâmetros aprovados no III Congresso e informando de forma periódica os membros da Executiva. AS força-tarefa será composta de Rodrigo Pereira, Edilson Silva, Maycon e Terezinha)
- Esta força-tarefa também terá que reunir com as direções das cidades apontadas como prioritárias e verificar como o partido nacionalmente poderá apoiá-las.
- Marcar a reunião do Diretório sobre casos fora da Frente de Esquerda para junho, pois somente neste mês tais definições estarão em condições de serem decididas por esta instância.
- Estabelecer um acompanhamento da direção nas cidades que porventura realizarão prévias para candidaturas majoritárias.
DESDOBRAMENTO SOBRE A RESOLUÇÃO SINDICAL
Considerando que o III Congresso aprovou a realização “no primeiro semestre de 2012 (a secretaria sindical ficará responsável para indicar a data) uma Conferência Sindical para debater e aprofundar o debate acerca do projeto sindical do nosso partido”.
Considerando que a Secretaria Sindical e mesmo a Setorial Sindical não se encontram em pleno funcionamento e que a temática da Conferência guarda um alto grau de polêmica interna.
Considerando que há grande necessidade de que a atuação dos militantes do partido se torne mais unitária nesta importante frente de massas.
A Executiva decide:
- Constituir uma Comissão Organizadora da Conferência, composta de dois representantes de cada agrupamento partidário que possui efetiva inserção no movimento sindical.
- Esta Comissão será coordenada por Francisvaldo e Fernando Silva, responsável perante esta Executiva dos encaminhamentos da Conferência.
- Indicar que a referida Comissão formate as seguintes definições do evento ainda no mês de fevereiro:
- Caráter do evento
- Critério de participação
- Pauta
- Data e local
- As polêmicas não solucionadas no âmbito da Comissão Organizadora serão resolvidas pela Executiva Nacional.
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