| Em nome da DRU, base aliada força operação tartaruga na Câmara |
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| Qui, 08 de Dezembro de 2011 10:57 | |||
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Para não trancar a pauta do Senado Federal, onde tramita a proposta de Desvinculação de Receitas da União (DRU), o governo federal impede, através da base aliada, de votar qualquer proposta que, no momento, trava a pauta da Câmara. Assim, tenta-se votar “projetos de consenso” entre os partidos. Até o final do ano, Senado e Câmara ainda precisam votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012. O líder do PSOL, deputado Chico Alencar, lamenta a situação de engessamento do Congresso, que fica à disposição do governo federal. Nesse universo de pressão, foi votado esta semana no plenário da Câmara, simbolicamente, o Projeto de Decreto Legislativo 533/11, que contém a emenda ao convênio constitutivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pela qual a participação do Brasil no órgão aumenta. O País passará da 14ª para a 10ª posição entre as nações com maior número de cotas. A matéria será enviada para análise do Senado. De acordo com Chico Alencar, há um aspecto positivo na proposta de o Brasil passa a ter mais peso na elaboração das políticas do Fundo Monetário Internacional, que tem se caracterizado ao longo das décadas como um clube dos que querem impor ao mundo as políticas do grande capital a partir dos centros capitalistas desenvolvidos do mundo. Por outro lado, alerta o deputado, significa ampliar a dívida pública interna. “O FMI recebe esses aportes pagando juros baixíssimo. Não é o caso da política de juros no Brasil. É como se estivéssemos entrando no cheque especial para investir na poupança. Isso é duvidoso, sobretudo se a propalada capacidade do Brasil de, estando com mais peso lá junto com outros países, mudar a orientação política geral do FMI, saindo desse conhecido ideário neoliberal, não se concretizar”.
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