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Governo responde sobre redução no orçamento de campanhas contra DSTs/Aids PDF Imprimir E-mail
Qui, 01 de Dezembro de 2011 12:05
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O Ministério da Saúde negou, em ligação oficial do gabinete do ministro Alexandre Padilha feita ao deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) no final da tarde de sexta-feira 25, boatos de que houveram cortes na verba para a campanha do Dia Mundial de Combate à AIDS. Porém, até o momento, não encaminhou nenhum dado oficial a respeito. Confirmou, também, que houve uma reunião com a Frente Parlamentar pela Família.

A ligação resultou após questionamento do deputado sobre as informações que vazaram no início da semana e repercutiram em diversas redes sociais após serem publicadas na coluna do jornalista Ancelmo Góis. Na nota, haveria uma possível redução da verba de R$ 6,5 milhões para R$ 1,5 milhões e também um compromisso do Ministro de submeter o material da campanha à aprovação da Frente Parlamentar pela Família. Cumprindo seu papel de fiscalizador do executivo, o deputado Jean Wyllys, imediatamente após conhecimento dessas informações, enviou ofício ao ministro Padilha, questionando a veracidade das mesmas.

Segundo o Ministério da Saúde, não houveram cortes no orçamento da campanha, e sim uma realocação de recursos de mídias tradicionais de comunicação para novas mídias – como as redes sociais – o que pode ter causado essa sensação e esse boato de redução de verbas.

O motivo para isso, explicou o Ministério, é adequar a campanha para que ela chegue de forma mais eficaz ao público que mais preocupa o Ministério – que são os jovens na faixa etária de 12-22 anos (faixa onde o número de mulheres infectadas hoje já é maior que o de homens). O Ministério adicionou ainda, que, em 2011, foram gastos cerca de R$ 15 milhões em campanhas de prevenção a DST/AIDS e que esse valor será elevado para R$ 17 milhões em 2012.
Apesar de negar que o material seria submetido à avaliação da Frente pela Família, o Ministério confirmou que, houveram, sim, reuniões com partidos ou blocos partidários para apresentação da campanha e que, em determinado momento, houve um pedido de reunião feito pela Frente da Família para avaliação do material. Participaram desse encontro a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o senador Magno Malta (PR/ES) e o deputado Anthony Garotinho (PR – RJ), entre outros e outras parlamentares.

Na ocasião, os/as parlamentares criticaram o material implicando que as campanhas do Ministério da Saúde induziriam a homossexualidade. Segundo o Ministério, a reunião foi pautada pela discussão que estava atualmente em destaque na grande mídia – o Kit Anti-Homofobia do Ministério da Educação e a suspensão do mesmo feita pela presidenta Dilma Rousseff.

O Ministério garantiu que em momento algum foi prometido que a Frente teria ou terá qualquer jurisprudência sobre o material que será divulgado e adicionou que o foco da campanha – que esse ano leva o slogan “Será que ele é?” – é justamente o combate ao preconceito.

Para o deputado Jean Wyllys, é estranho que, sendo os jovens LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) o grupo vítima preferencial e havendo uma Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT no Congresso Nacional, o Ministro tenha se proposto a discutir as peças da campanha com a Frente pela Família e não com a Frente LGBT.

Wyllys ressaltou que a vulnerabilidade LGBT aumenta na medida em que a auto-estima do/a jovem LBGT cai. “Uma vez que ele (o/a jovem LGBT) não tem representações na grande mídia do afeto deles e delas, na medida que eles e elas não vêem o afeto representado de maneira positiva e lhes é tirado o direito de fazer a corte, eles e elas caem em situações e comportamentos de risco” disse.

O deputado finalizou a conversa pontuando que, ao contrário do que os e as representantes da Frente pela Família dizem – que esse material induz a homossexualidade – ele deve, em realidade, elevar a auto-estima dos/as jovens LGBT de modo que esses e essas não tenham que ingressar em situações de risco.

 

 

Fonte: www.jeanwyllys.com.br

 

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