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Jean Wyllys participa do seminário Plano Nacional de Educação PDF Imprimir E-mail
Qui, 24 de Novembro de 2011 10:10
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Para o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), é um clichê dizer que o problema no Brasil é a educação. Segundo o deputado, que participou da mesa de abertura do seminário Plano Nacional de Educação – mobilização nacional por uma educação sem homofobia, ocorrido na tarde desta quarta-feira, 23, a afirmação se tornou lugar-comum, pois, “quando aparecem políticas publicas de relevância que querem dar qualidade à educação – como foi o caso do projeto Escola sem Homofobia – as resistências se encontram em diferentes esferas, do governo à sociedade civil”.

“Enquanto os opositores da cidadania da cidadania LGBT e os opositores da diversidade se articulam muito bem, há uma dificuldade muito grande entre nós (LGBTs) de colocar as nossas diferenças de lado pra fazer esse enfrentamento”, disse Wyllys em sua fala de abertura do seminário. “Quase sempre as posições partidárias falam mais, de modo que mesmo entre os atores da sociedade civil que dizem apresentar os homossexuais, levanta-se resistência e questões menores que não são os interesses que os 19 milhões de brasileiros que oficialmente compõem a comunidade LGBT”.

Segundo ele, o objetivo do encontro, promovido pelas comissões de Legislação Participativa; de Direitos Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura, é discutir não só os direitos da população LGBT, mas a qualidade da educação. “Esse fórum quer debater educação de qualidade, que requer melhor formação de professores, salários dignos, mas também um currículo para formação de cidadãos que respeitem a dignidade humana”, sustentou.

Também participaram da abertura do encontro, a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), a deputada Fátima Bezerra (PT/RN); o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis; a secretária-geral da ABGLT, Irina Bacci; a pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), Débora Diniz; a coordenadora de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americano de Ciências Sociais, Miriam Abramovay; o diretor da ABGLT, Beto de Jesus; o secretário-executivo do Conselho Nacional LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Igo Martini; e o coordenador-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação, Fábio Meirelles.

A pesquisadora Débora Diniz, em sua fala, defendeu a criminalização da homofobia no País – o que, para ela, funcionará como um “dispositivo de garantia da igualdade”. Ainda segundo a especialista, atualmente a homofobia produz vítimas e refugiados de sua patrulha moral. “A homofobia é o braço armado da heteronormatividade”, afirmou. Para Débora, a sociedade também não deve mais aceitar argumentos homofóbicos baseados em pregações. “Não há sistema de crença que legitime a homofobia, porque nenhuma religião autoriza ou legitima o discurso do ódio, muito menos na escola”, argumentou.

O diretor da ABGLT, Beto de Jesus, apresentou as principais demandas que o movimento busca ver atendidas pelo Plano Nacional de Educação. Segundo ele, o principal ponto de todas elas é a inclusão de conteúdos sobre diversidade de gênero e orientação sexual nos currículos escolares e a formação dos profissionais da educação – ações aprovadas na Conferência Nacional de Educação Básica tanto em 2008 quanto em 2010. “As demandas não são de gays, de lésbicas, de travestis, mas de educadores e educadoras, aprovadas em duas grandes conferências”, frisou.

 

 

Fonte: www.jeanwyllys.com.br

 

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