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Adão Pretto é homenageado na Câmara e dá nome a plenário
Qui, 24 de Junho de 2010 14:53
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O ex-deputado Adão Pretto foi homenageado, na noite de quarta-feira 23, na Câmara, cedendo seu nome ao Plenário 9, do Anexo II, onde ficam as Comissões Permanentes da Casa. Falecido no ano passado, Adão Pretto fez da sua vida de cidadão político, atuando em defesa da reforma agrária, dos trabalhadores do campo e da justiça social no Brasil.

A deputada Luciana Genro destacou que Adão Pretto faz falta na Câmara justamente por nunca desistir, apesar das dificuldades, da luta em defesa do campo e dos camponeses. “Ninguém poderá substituí-lo, mas continuaremos nessa mesma batalha. Cabe a nós continuarmos para que a luta tenha cada vez mais força”. Para ela, a luta pelos pequenos agricultores e pela reforma agrária deve ser contínua, mesmo por aqueles que não são “oriundos da terra”, mas devido à importância que a terra tem para a vida dos brasileiros.

O deputado Ivan Valente ressaltou que Adão Pretto foi militante social, solidário, construtor e coletivo. Ele lembrou que sua relação com Adão Pretto, um dos mais próximos parlamentares, começou em tom de brincadeira cada um chamando o outro de pelego para partirem para discussões bastante sérias. Ivan Valente destacou que a placa descerrada, que dá nome ao plenário 9, é tão importante quanto a do plenário 12, que tem o nome de Florestan Fernandes, que lutou pelo melhor da sociedade brasileira.

O deputado Chico Alencar também participou da solenidade.

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Também estavam presentes quatro dos nove filhos de Adão Pretto, além de integrantes de movimentos de defesa da reforma agrária e do campo. Na foto, Edgar Pretto.

Adão Pretto nasceu em Coronel Bicaso (RS). Foi pequeno agricultor e iniciou sua militância política nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e na Comissão Pastoral da Terra. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí, fundador da CUT Celeiro e ajudou a fundar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio Grande do Sul.

Em 1986, foi eleito deputado estadual constituinte pelo PT gaúcho e presidiu a CPI da Violência no Campo na Assembleia Legislativa. Em 1991, assumiu o primeiro mandato de deputado federal, cumprindo seu quinto mandato na Câmara até o ano passado. Apresentou projetos voltados ao desenvolvimento da agricultura nacional, à defesa dos pequenos agricultores, criação de vagas no ensino superior para filhos de agricultores, mudanças nos critérios dos chamados índices de produtividade, destinação de verbas para o Fundo Nacional de Habitação por Interesse Social, entre outros. Em 2008, presidiu a Comissão de Legislação Participativa, onde fez do espaço um verdadeiro lugar de ação do povo.

Trovador, é autor dos livros Poesia e Cantos do Povo (Vozes, 1981) e Queremos Reforma Agrária (Vozes, 1987).

Foto: Agência Câmara / Leonardo Prado.