| Servidores fazem ato por reajuste de salário e direito de greve |
| Qua, 09 de Junho de 2010 19:38 | |||
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O deputado Ivan Valente e a deputada Luciana Genro participaram, nesta quarta-feira 9, na Câmara, do ato de servidores do Poder Judiciário que estão em greve há mais de 30 dias por reajuste de salários da categoria. Os trabalhadores da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho, da Justiça Eleitoral e do Ministério Público da União cortaram um bolo em um dos corredores da Casa em protesto. Os servidores também cobram o andamento do Projeto de Lei 6613/2009, que trata do plano de carreira da categoria e que está parado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público desde dezembro, e protestaram contra o Projeto de Lei Complementar 549/2009, que que congela por dez anos os salários dos servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, do Ministério Público da União (MPU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Para a deputada Luciana Genro há um desrespeito com os servidores do Judiciário que reivindicam melhores salários e, por isso, são constrangidos para não fazerem greve. “É um cerceamento do direito de greve que não pode acontecer”. A deputada disse que seria “irônico se não fosse trágico” o fato dos trabalhadores estarem sendo perseguidos pelo próprio Judiciário a mando do Executivo, comandado por um ex-sindicalista que lutou em várias greves, o presidente Lula. “Limitar o direito de greve é algo que nem na ditadura militar foi possível”, completou o líder do PSOL, deputado Ivan Valente. Para o deputado deve haver a livre manifestação, sendo a greve um desses dispositivos. Ele afirmou que o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, age contra o interesse da população e lembrou que Adams acusou os movimentos sociais de ”deliberarem” contra o leilão da usina de Belo Monte, em abril passado. Segundo o deputado, para para um serviço público eficiente é necessário plano de carreira e salários justos aos servidores. Ivan Valente lembrou que enquanto salários dos servidores estão defasados e as áreas sociais desassistidas, o governo federal paga 36% do orçamento federal com juros e amortizações da dívida pública, o que representou, em 2009, R$ 380 bilhões.
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