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Marcha Nacional contra a Homofobia e 7º Seminário LGBTT PDF Imprimir E-mail
Qua, 19 de Maio de 2010 16:49
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A Esplanada dos Ministérios foi palco, nesta quarta-feira 19, da manifestação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais de várias partes do Brasil na Primeira Marcha Nacional contra a Homofobia. Entre as reivindicações estão a garantia do Estado laico, o combate aos fundamentalismos, a aprovação do projeto que trata da criminalização da homofobia e que o Supremo Tribunal Federal rejeite as ações que julgam inconstitucional a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Ontem, dia 18, a Câmara dos Deputados sediou o 7º Seminário LGBTT, realizado pelas Comissões de Direitos Humanos e Minorias e Legislação Participativa.

O líder do PSOL, deputado Ivan Valente, incentivou a luta e afirmou que somente com a pressão popular será possível aprovar propostas que beneficiem a LGBTT. Segundo ele, há muita discriminação e preconceito para aprovação da união civil de casais do mesmo sexo e resistência ao projeto de criminalização da homofobia.”O debate deve ser contra qualquer tipo de discriminação e a favor da igualdade, de todos os tipos, com justiça social, uma sociedade socialista, sem preconceitos, onde predomine o amor ao próximo. Sejamos a favor dos direitos humanos, afetivos e amorosos, para que cada um tenha a sua escolha”.

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O deputado Chico Alencar citou Guimarães Rosa e Santo Agostinho ao defender a LGBTT. Ele disse que no livro Grande Sertão Veredas, Rosa não esclarece se Riobaldo (personagem central) é jagunço ou jagunça. Para o deputado, o que importa é a condição humana de Riobaldo. “Por isso é que essa luta é contra a ignorância e a falta de sensibilidade, que é a origem do verdadeiro preconceito. Toda maneira de amor vale pena”. Citando Santo Agostinho, Chico Alencar disse: “ame e faze o que quiseres”.

“Esta é uma luta contínua, mas que irá vencer esse preconceito mesquinho”, afirmou a deputada Luciana Genro. Para ela, as pessoas que se mostram contra a LGBTT, a união de casais do mesmo sexo e a criminalização da homofobia na verdade não assumem a própria sexualidade.

O jornalista Jean Wyllys, filiado ao PSOL, defendeu o estado laico e disse que sempre que a história esteve nas mãos de fundamentalistas, a violência, a discriminação e o preconceito foram disseminados. Para ele, existem homossexualidades – no plural – porque existem variados tipos de homossexualidade, pelo menos de comportamento.

O pré-candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio declarou: “Liberdade a todas as formas de escolha. Meu sonho é uma sociedade sem preconceitos”.

Foto: Agência Câmara.

 

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